sexta-feira, 20 de setembro de 2013

História da feiura


Humberto Eco

Livro que dá sequência ao "História da Beleza". Aparentemente beleza e feiura são conceitos com implicações mútuas, e, em geral, entende-se feiura como oposto da beleza, tanto que bastaria definir a primeira para saber o que seria a outra. No entanto, as várias manifestações do feio através dos séculos são mais ricas e imprevisíveis do que se pensa habitualmente.

E, assim, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro nos fazem percorrer um surpreendente itinerário entre pesadelos, terrores e amores de quase três mil anos, em que movimentos de repúdio seguem lado a lado com tocantes gestos de compaixão e rejeição da deformidade se faz acompanhar de êxtases decadentes com as mais sedutoras violações de qualquer cânone clássico. Entre demônios, loucos, inimigos horrendos e presenças perturbantes, entre abismos medonhos e deformidades que esploram o sublime, entre freaks e mortos vivos, descobre-se um veia iconográfica vastíssima e muitas vezes insuspeitada.

Bibliografia: ECO, Umberto. História da Feiura. Rio de Janeiro: Record, 2007.

História da Beleza


Se a Beleza está nos olhos de quem vê, é certo que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Afinal, o que é beleza? O que é arte? Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em seu novo livro, "História da Beleza", um ensaio sobre as transformações do conceito do Belo através dos tempos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O riso através do baixo


- Alô!
- Não, "alô" não, diga assim " é a da residência de peito de bola, o que é que você deseja, bebê?".
- Oxe, o que é que você quer com isso?!
- Homi,  fale baixo viu!
- "fale baixo" é você, seu fresco!
- Me respeite!
- Me respeite você também!
- E fale baixo!
- Eu falo alto que eu tô na minha casa!
-  E chame peito de bola.
- Vai comer merda, homi!
- Eu só como se você deixar o tira-gosto pro peito de bola.
- Você vai comer o  c* de sua mãe!
- Ei amigo, cale a boca viu?
- "cale a boca" não!
- Quem é esse anão?

O diálogo acima faz é uma das milhares de pegadinhas telefônicas do Hora do Mução, programa de rádio que vai ao ar diariamente a partir das dezessete horas, cobrindo 972 cidades brasileiras através de suas 59 afiliadas. Trata-se do marido de Filícia, irritado com o trote recebido pela esposa; ao longo da dicussão, outros parentes da "vítima" saem em sua defesa e no discurso de todos eles prevalece o grotesco escatológico, principalmente relacionado a dejetos humanos, a exemplo da palavra "merda", emitida pelos envolvidos no trote e não censurada pela produção do humorístico.
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