terça-feira, 13 de agosto de 2013

Relatório final PIBIC/UFAL 2012-2013: principais resultados

 

O presente relatório aborda os principais resultados alcançados entre os meses de agosto de 2012 a julho de 2013 da pesquisa intitulada Programa do Mução: o império do riso grotesco e cruel nas ondas do rádio. Nesse período, deu-se continuidade ao embasamento teórico por meio de estudo com leitura dirigida dos autores e pesquisadores da temática, acompanhado da gravação, audição e decupagem de cinco edições do quadro “Pegadinha do Mução” para transcrição e análise (corpus). Os resultados obtidos foram transformados em debates e produção de resenhas críticas que, por sua vez, tiveram divulgação no blog e nas redes sociais criados exclusivamente para a pesquisa.

Pegadinha do Mução: o riso grotesco no ar

O Programa do Mução é um exemplo de produto midiático que se apropria do bathos retórico, recurso estético que tem a finalidade de produzir o riso cruel. Para tanto, a o humorístico do rádio tem em seu discurso a presença constante das espécies escatológica, teratológica, crítica e, principalmente do grotesco chocante, na medida em que quadros como o de “pegadinhas” tem a intenção de ofender o receptor do trote telefônico.

O objetivo das “Pegadinhas” é fazer com que o receptor do trote emita o máximo de palavrões para que sua situação constrangedora resulte em momentos de riso, não um “riso” esporádico e saudável, mas cruel por parte dos ouvintes, na medida em que o objeto risível é a infelicidade alheia.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Serbian Film: o grotesco chocante no cinema

                                                                                                           

Filmes são feitos para fazer pensar, fazer rir, entreter e também para chocar. A indústria do terror é um dos setores mais cultuados da sétima arte. O gênero pretende provocar a sensação de medo e usa de temas mórbidos ou repelentes para chamar a atenção. Para os fãs desse gênero, o medo é interessante e o grotesco é atrativo. Por isso, filmes de horror usam de muito sangue e violência, por vezes transgredindo as regas daquilo que é aceitável socialmente, vindo a ser censurados. Filmes como  A Serbian Film, a Centopeia Humana, Anticristo, são exemplos deles.

Em A Serbian Film (em sérvio, Српски филм; em português, Terror sem Limites) - primeiro do diretor sérvio Srđan Spasojević, lançado em 2010 - Miloš é um ator pornô aposentado, casado e com um filho. Para garantir a estabilidade financeira da sua família, aceita uma oferta apresentada por sua ex-colega de profissão Lejla para estrelar um "filme de arte". Vukmir, o diretor, quer Miloš no elenco para aproveitar sua capacidade de manter uma prolongada ereção sem estímulos físicos nem visuais. Durante o filme ele é drogado e levado a cometer estupros, inclusive do próprio filho, assassinatos e diversos atos explícitos de violência.
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