sexta-feira, 5 de julho de 2013

O rebaixamento corporal nas imagens midiáticas - Parte 1

José de Arimathéia Cordeiro Custódio*

Os programas policiais


Nem é preciso falar do chamado cinema B ou trash. O grotesco aparece nos programas policiais, de auditório, anúncios publicitários, novelas e até em jornais.

Os programas televisivos policiais - que já passaram pelo auge, mas ainda sobrevivem - defendem algum decoro, mas jamais deixam de ser grotescos no sentido dado por Bakhtin (2002). Desfocam a imagem, mas mostram o corpo morto jogado numa valeta - sempre no baixo. Ou mostram detalhes: mãos ensanguentadas, pés amarrados, roupas desajustadas, poça de sangue.

Se não é o caso da vítima, mas do criminoso, o objetivo principal é mostrar seu rosto. Claro que o acusado tenta evitar a exposição. As imagens então vão buscar alguma marca que se sobressaia da superfície regular do corpo, como uma tatuagem, um brinco, ou mesmo as algemas, que prolongam e unem os braços.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A caricatura

Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.

Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção). A distorção e o uso de poucos traços são comuns e é comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.
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