Os programas policiais
Nem é preciso falar do chamado cinema B ou trash. O grotesco aparece nos programas policiais, de auditório, anúncios publicitários, novelas e até em jornais.
Os programas televisivos policiais - que já passaram pelo auge, mas ainda sobrevivem - defendem algum decoro, mas jamais deixam de ser grotescos no sentido dado por Bakhtin (2002). Desfocam a imagem, mas mostram o corpo morto jogado numa valeta - sempre no baixo. Ou mostram detalhes: mãos ensanguentadas, pés amarrados, roupas desajustadas, poça de sangue.
Se não é o caso da vítima, mas do criminoso, o objetivo principal é mostrar seu rosto. Claro que o acusado tenta evitar a exposição. As imagens então vão buscar alguma marca que se sobressaia da superfície regular do corpo, como uma tatuagem, um brinco, ou mesmo as algemas, que prolongam e unem os braços.






